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Aproximação em Santos é crítica para jatos de alta performance / Aviador José Passarelli

Pensar nos aproxima

Pilotos relatam que o procedimento na Base Aérea de Santos é crítico para jatos de alta performance, mas ninguém reclama porque seria o único na região. A infraestrutura aeroportuária da Baixada Santista é adequada para receber jatos executivos em dias com mau tempo? Que tipo de tecnologia precisaria existir na região para tornar a operação mais segura?

A infraestrutura aeroportuária da Baixada Santista é extremamente limitada, sobretudo considerando que Santos não é uma pequena cidade do litoral paulista, mas parte da metrópole de São Paulo, sede do maior porto do país. Lá o único procedimento que existe é o Echo 1, descida NDB. Não se pode dizer que seja inseguro, porém hoje existem aproximações mais precisas, que permitem pouso com visibilidade e teto mais restritos com mais segurança, o que se imagina que deveria ser o caso para um aeroporto que serve a uma região logística da importância de Santos. Descidas baseadas em um NDB (rádio com antena no solo, um ponteiro no equipamento do avião aponta para onde está a antena), por não terem precisão dos modernos equipamentos, permitem que a aeronave desça apenas para alturas mais elevadas do que a de outros procedimentos já em uso. Isso faz com que o aeródromo feche mais vezes, obrigando o avião a arremeter mais alto e levando o teto mínimo para números que poderiam ser melhores caso houvesse outro tipo de procedimento para a pista.

Nem sempre a trajetória de aproximação final é alinhada com a pista de pouso.Tampouco à razão de descida é constante, podendo levar a um mergulho em direção à pista. A descida NDB na maioria dos casos hoje em dia é a última a ser utilizada. Em aeroportos mais movimentados existem nesta ordem: ILS (rampa eletrônica que orienta o avião até bem próximo ao pouso), RNAV (baseado em satélites), VOR (equipamento rádio no solo,com precisão maior do que o NDB) e NDB,já descrito acima. Desses, o RNAV dispensa equipamento de solo, pois se baseia em informações de satélites, não há custo de manutenção, uma vez homologado permanece utilizável por todas as aeronaves equipadas e certificadas, como a maioria atualmente.Todos os pilotos que operam nesse e em outros aeroportos que dispõem apenas de NDB reclamam, mas uma das características de nosso país é esperar acontecer para entender que existe o problema.

A mentalidade reinante é sempre reativa, poucas vezes preventiva!

Leia o avião; pilote o manual!

Fique vivo; voe padrão comandante!

Avião não admite erro

Nunca deixe que um avião leve você para um local onde sua mente não tenha chegado sete minutos antes.

Aviador José Passarelli 

Engenheiro Cívil
Professor Universitário
Instrutor de Navegação Aérea
Teoria de VooAerodinâmica em Voo em Escolas de Aviação Civil

Escreve voluntariamente para o site AeroJota.
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